chora no ombro onde pousa
o amigo é um violino
estimado, obstinado,
mesmo se dorme ao colo aberto de pau santo
de alfinete paciente e carinho antigo
o virtuoso ausente
omnipresente como um príncipe
e prenhe do murro seco
no estômago do mundo
o amigo é um chicote de raios de sol
para sacudir e arejar o pólen ao corpo indefeso
ao coração inocente e sábio
e ao suor da planície
é um homem à rasca pelo que fez por nós
mas não disse, não disse
Joaquim Castro Caldas, Mágoa das pedras
especial atenção à barra de mood com um C. e um S., este poema é para vocês.
No comments:
Post a Comment